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A cerimônia


Era noite de festa na Nova Bulgária. Esta seria especial, pois geraria um fenômeno jamais visto em terras neobúlgaras. Pela primeira vez, os cidadãos do protetorado soberano contemplariam um dia, que, ao mesmo tempo, era de sol e de chuva. Era o casamento da Raposa com o Palhaço.

Quando início de noite, um grupo de pessoas já se posicionava ao redor do altar. A Vaca, o Abutre o noivo já estavam posicionados, o sacerdote já vestia sua túnica negra, as luzes já estavam acesas; os últimos preparativos terminados e a lua já estava cheia.

A celebração dependia agora de quem sempre se atrasa e a quem todos queriam ver: a noiva, a Raposa. Seguiu-se um momento de leve tensão. Viu-se, ao longe, um veículo, uma moto. Na garupa, um ser de formosura talvez nunca vista: a raposa, que já estava vestida a caráter e chegava triunfalmente. A população extasiada, batia palmas, gritava, assobiava.

A música começa e noiva encaminha-se, então, para o altar, sob olhares afáveis da população que deseja felicidades infinitas. Sobe as escadas, é recebida por seu noivo, amável. Tem início a celebração, que não só ela, como todos os presentes pareciam esperar, ou sempre ter esperado. Jamais na Nova Bulgária, uma coisa tão linda.

– Raposa, você aceita o Palhaço como seu legítimo esposo? – perguntou a voz grave do sacerdote

– Sim. A resposta veio sem dar qualquer sinal de dúvida

– Palhaço, você aceita a raposa como sua legítima esposa, até que a morte os separe?

– Sim.

Gritos de felicidade. O povo aplaudia, em verdadeiros urros. O que aconteceu depois, talvez nunca se entenda o porquê (talvez na próxima FreePorto). O palhaço vira para a raposa como que para beijá-la, revela seu rosto, até então encoberto por um véu negro. É a face da morte.  Puxa um objeto de sua vestimenta de pingüim, típica dos noivos, movimenta-o contra a Raposa. Era um punhal. A raposa é várias vezes apunhalada no chão do altar. o Palhaço agora ria, como que de orgulho. A população, em estado de choque, assistia a tudo, sentindo estar em um espetáculo de horror.

O rastro do sangue corria pelo meio fio da Rua da Moeda. Ao invés de sol e chuva, uma tempestade de confetes começa a cair, como era costumeiro em tal localidade. O corpo da raposa desaparece por entre a chuva de cores.

No dia seguinte, a população está ansiosa para saber das especulações do Correio da Nova Bulgaria. Afinal, o que terá acontecido à raposa.


O Casamento da Raposa com o Palhaço fez parte do livro vivo, proposto pela FreePorto 2010, em que o Bairro do Recife  se transformou na Nova Bulgária – um estado autônomo governado por escritores e poetas, em uma espécie de oposição à república platônica. Esta foi a penúltima edição do evento, que é uma trilogia, e busca repensar o conceito de festa literária

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Programação FreePorto 2010

PROGRAMAÇÃO FREEPORTO 2010

SEXTA-FEIRA – 03 DE DEZEMBRO DE 2010 – ATO I – REPARTIR O PÃO – LUCILA NOGUEIRA

Falarão meus poemas pelas ruas

O escritor pernambucano Roberto Queiroz comanda um recital com seus convidados, a partir das 18h, no Bar Burburinho.

Cigana sim, faca na cintura

O escritor e músico uruguaio Martín Palacio Gamboa faz uma apresentação musical, a partir das 20h, no Espaço Corpos Percussivos.

Mas não demores tanto

O escritor e artista plástico amazonense Pedro Rodrigues lê textos de sua autoria e entrega o 1º Prêmio Pierre Menard de Cover Literário, a partir das 20h30, no Espaço Corpos Percussivos.

E então seremos pedra solitária

O leitor pernambucano Daniel Xavier abre a FreePorto numa conversa sobre Campos de Carvalho com o escritor pernambucano Marcelino Freire e o escritor mineiro Mario Prata, a partir das 21h, no Espaço Corpos Percussivos.

Mudaram só os nomes dos tiranos

O escritores pernambucanos Artur Rogério, Wellington de Melo e o escritor paulista Bruno Piffardini comandam a posse dos senadores da Nova Bulgária, a partir das 22h, na Rua da Moeda. Participação especial do músico e escritor cearense Allan Sales, interpretando o hino neobúlgaro.

A fada chora anunciando a morte

As bandas pernambucanas Gandharva e Voyeur apresentam-se, a partir das 23h, na Rua da Moeda.

O escritor pernambucano Wellington de Melo, acompanhado pelo músico pernambucano Jorge Martins e pelo grupo de maracatu Corpos Percussivos, realiza leitura de poemas do seu livro O peso do medo, 30 poemas em fúria, a partir das 0h, na Rua da Moeda.

SÁBADO – 04 DE DEZEMBRO DE 2010 – ATO II – CELEBRAR A CARNE – SILVANA MENEZES

No Paço Alfândega tudo é vazio

Passeio em ônibus turístico com intervenções literárias pela Nova Bulgária (Bairro do Recife), a partir das 14h, saída da Rua da Moeda.

Pouco lhes importa se eu sei abrir uma porta

A banda Enxaqueca toca a Swingueira da Noiva, com belas canções inspiradas em poemas famosos, a partir das 15h, na Rua da Moeda.

Diz a Tim que depois eu conto tim tim por tim tim

Duplas de escritores se apresentam, a partir das 16h, na Rua da Moeda.

Allan Salles e Mariane Bigio

Malungo e Isabella Marques

Pedro Américo de Farias e Flô

Raísa Feitosa e André de Senna

Não quero mais saber de escrever poemas

O professor pernambucano Alexandre Furtado apresenta a professora pernambucana Renata Pimentel, que medeia um bate-papo com o escritor mato-grossense Nicolas Behr e a escritora carioca Bruna Beber, a partir das 17h, no Café Cultural Fafire – Especial FreePorto, na Rua da Moeda.

Quando soltaram os cachorros loucos era noite

Duplas de escritores se apresentam, a partir das 18h, na Rua da Moeda.

Renata Santana e Vitoria Fulô

Ícaro Tenório e Vertim Moura

Júlia Larré e Bruna Beber

Jomard Muniz de Britto e Nicolas Behr

O Cineclube AZouganda, da Universidade de Pernambuco, exibe filmes, a partir das 18h, no Espaço Corpos Percussivos.

Vi Dom Helder comendo docinhos

A equipe de produção da FreePorto se alimenta e descansa um pouco porque também é filha de Deus, a partir das  19h, onde eles quiserem.

Quero escrever meus versos em teu corpo nu

Os escritores pernambucanos Johnny Martins, Delmo Montenegro e Raimundo de Moraes conversam sobre poesia homoerótica, a partir das 19h45, no Espaço Corpos Percussivos.

À noite sonho com todos os poetas na farra

O público entrevista o escritor pernambucano Marcelino Freire, a partir das 20h30, no Espaço Corpos Percussivos.

Quantas?

O grupo literário Vozes Femininas, formado pelas escritoras pernambucanas Mariane Bigio e Susana Morais e pela escritora paraibana Silvana Menezes, se apresenta, a partir das 21h30, na Rua da Moeda.

Hoje eu vou sair

A escritora paraibana Silvana Menezes autografa seu primeiro livro publicado, Vire a página, a partir das 22h, na Rua da Moeda.

Debruçada diante do papel em branco

A companhia teatral Cia Duvidosa apresenta o espetáculo Esta propriedade está condenada, dirigido por Sidmar Giannette, texto de Tennessee Williams, com os atores Lorena Cronemberger e Samuel Bennaton no elenco, a partir das 22h30, na Rua da Moeda.

Inundada!

Festa de Despedida de Solteiro com o DJ Mr. Kaya, a partir das 23h, no Bar Burburinho.

Entrada: R$ 5,00

Venda antecipada no local

DOMINGO – 05 DE DEZEMBRO DE 2010 – ATO III – BEBER O VINHO – CAMPOS DE CARVALHO

Nenhum candidato a voluntário

O grupo literário Autoajuda literária, formado pelos escritores pernambucanos Gerusa Leal, Cícero Belmar, Lúcia Moura, Fernando Farias e Raimundo de Moraes, realiza leitura de contos, a partir das 14h, no Espaço Corpos Percussivos.

MSPDIDRBOPMDB

O escritor cearense Ronaldo Correia de Brito e o escritor paraibano Cristhiano Aguiar leem contos, a partir das 14h50, no Espaço Corpos Percussivos.

O senhor já foi à Bulgária?

O escritor pernambucano Wellington de Melo ouve com o público o escritor cearense Everardo Norões falar sobre poesia e ler seus poemas, a partir das 15h30, no Espaço Corpos Percussivos.

Capítulo sem sexo

O escritor paulista Bruno Piffardini conversa com o escritor mineiro Mario Prata, a partir das 16h, no Espaço Corpos Percussivos.

Mandei-o tomar no Ó e não no Zero.

Os escritores pernambucanos Artur Rogério e Martides Silva se apresentam, a partir das 17h, na Rua da Moeda.

Foi no tempo em que os bichos falavam

O escritor pernambucano Aymmar Rodriguéz comanda um recital profano ao deus Pintão e a PPP – Procissão Profana de Poesia, que, acompanhada do Maracatu Fio Terra, sai, a partir das 17h, da Explatônia (conhecido como Marco Zero) em direção à Rua da Moeda.

Até página antiga resolveu aterrissar aqui

Cerimônia d’O casamento da Raposa, a partir das 18h, na Rua da Moeda.

Os músicos pernambucanos João Menelau, Kiko de Carnavale e Zé Manoel interpretam a canção O casamento da raposa na Nova Bulgária.

Saí pra matar o tempo e matei-o

Show com as bandas Sabiá Sensível e Rivotrill, a partir das 19h, na Rua da Moeda.

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Durante toda a FreePorto

Tempo. Exposição de trabalhos do fotógrafo pernambucano Felipe Ferreira, edição de Fred Jordão, no Bar Burburinho.

Церемония (Tseremoniya). Exposição de painéis do artista plástico pernambucano Raoni Assis, no Espaço Corpos Percussivos.

Jantar com as estrelas. Degustação de pratos de cardápio homenageando escritores participantes da FreePorto, no Bar Burburinho.

O Poder cai na gandaia! Durante os três dias, toda a cúpula do governo da Nova Bulgária congraçará com os cidadãos, batendo fotos e distribuindo autógrafos na Rua da Moeda e na Rua Tomazina.

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Out-Fest – Programação Paralela

Agora a FreePorto também tem sua programação paralela, como toda boa festa literária, promovida com a colaboração do Supremo Ministério da Cultura e Habitação da Nova Bulgária.

Confira nossa esfuziante programação, que acontece sempre no Polo Cruz do Patrão, local aprazível e de acessibilidade estonteante.

04 de dezembro

  1. 1. A dialética negativa de Adorno sob uma perspectiva marxista na obra de João do Morro: intersecções. Palestrante: Nicolai Gagarin, PhD. A partir das 2h (manhã), no Polo Cruz do Patrão. Vagas limitadas.
  2. 2. Um novo olhar sobre a poesia impopular neobúlgara enquanto manifestação incorpórea dos vassalos Rosália Rolha de Poço, Luizinho Mora na Lua e Zeca Cara de Barraca. Palestrante: Ermetildes Zolari, bibliotecária. A partir das 4h (manhã), no Polo Cruz do Patrão. Vagas limitadas.

05 de dezembro

  1. 3. A fenomenologia concreta de Alexandre Kojève na obra de Octavio Paz: um itinerário duvidoso. Palestrante: Artur Lins, Margrave do Bom Jesus. A partir das 2h (manhã), no Polo Cruz do Patrão. Vagas limitadas.
  2. 4. Idiossincrasia e contrassensos entre estética e ideologia na nova poética búlgara – uma análise pós-Althusseriana. Palestrante: Bruno Piffardini, Arconte-Litigador. A partir das 4h (manhã), no Polo Cruz do Patrão. Vagas limitadas.

Reservas antecipadas: freeportofestaliteraria@gmail.com


Prorrogadas as inscrições para o prêmio Pierre Menard

Prorrogadas até o dia 18 de novembro as inscrições para o I Prêmio Nacional Pierre Menard de Cover Literário.

Os interessados devem enviar seu cover seguindo as regras do edital, que pode ser lido aqui.


Nova Bulgária, Anno Zero

Por Bruno Piffardini

PROTETORADO SOBERANO DA NOVA BULGÁRIA

Gabinete do Excelso Triunvirato

Através deste documento oficial, lavrado sob as devidas observâncias da Egrégia e Augusta Constituição do Supremo Protetorado da Nova Bulgária e respeitando os Termos de Direito de Posse e Escambo de Terras e Territórios deste mesmo Corpo de Leis, o Triunvirato que compõe o Governo Provisório desta poderosa nação DECLARA e TORNA PÚBLICO (não necessariamente nessa mesma ordem, vis. Art. 2764, $1) o LOTEAMENTO DO TERRITÓRIO Neobúlgaro, com finalidade de facilitar a administração da República, e a eventual distribuição dos Títulos Nobiliárquicos e Administrativos, por meio de escambo legal, sob o júdice da Federação de Comércio Neobúlgara, a Ordem dos Advogados da Nova Bulgária e a Comissão Para o Bem das Divindades Agrárias e Relativas à Fertilidade da Igreja Vulpina Heterodoxa Reformada.

1. Do Território e suas Províncias

O território loteado para fins administrativos engloba TODO o terreno oficial do Protetorado Soberano da Nova Bulgária, conforme declarado na Convenção de Independência de 25 de maio de 2010 e que consiste no território anteriormente denominado “Ilha do Recife”, não ultrapassando as pontes que a ligam ao Continente; e também o Território Ultramarino anexado posteriormente, que consiste na região outrora denominada “Parque das Esculturas”.

Assim, fica dividido o território Neobúlgaro em catorze (14) províncias, sendo uma (1) província de ultramar e uma (1) província central administrativa, NÃO disponível para venda. Os territórios são os que seguem – a numeração remete ao mapa em anexo:

1 –  Alto e Baixo Gume;

2 –  Principado do Silo;

3 –  Pulsobrilho;

4 –  Meia de Seda;

5 –  Hazar-Sual;

6 –  Explatônia;

7 –  Enclave Ultramarina do Cachimbo;

8 –  Tetris;

9 –  Pucarina;

10 –  Zona do Aço;

11 –  Biscoito Fino;

12 – O Cabo;

13 –  Ramalhete.

Estarão disponíveis à venda cada uma dessas províncias a um Nobre, sendo que cada província poderá compreender até cinco (5) cargos administrativos, comprados separadamente. Os Títulos e Cargos serão especificados a seguir.

2- dos Títulos Nobiliárquicos e Cargos Administrativos das Províncias

O Excelso e Glorioso Triunvirato disponibiliza Títulos de Nobreza aos cidadãos que obtiverem os direitos sobre as Províncias. Estes cidadãos serão reconhecidos por esses títulos, além do pré-definido estatuto de “Governador”.Estes títulos poderão ser selecionados da seguinte lista, sendo vetado que dois indivíduos tenham o mesmo título:

a) Mestra-Abadessa (ou Mestre-Abade);

b) Grão-Vizir (ou Grã-Vizir);

c) Generalíssima Senhora da Guerra (ou Generalíssimo Senhor da Guerra);

d) Jacutinga-Mor;

e) Pontífice Máximo;

f) Admirável Vice-Rei (ou Admirável vice-Rainha);

g) Barão-Administrador (ou Baronesa Administradora);

h) Lorde Protetor (ou Dama Protetora);

i) Alto Búfalo Aquático (ou Alta Búfala Aquática);

j) Guardiã-das-Chaves (ou Guardião das Chaves);

l) Antipapa (ou Antipapisa);

m) Venerável Grão-Mestre (ou Venerável Grã-Mestra);

n) Autocrator (ou Autocratriz).

o) Camarada

É importante lembrar que apenas UM (1) Título será vendido a cada indivíduo que, por medidas de segurança, só poderão tomar a posse de UMA (1) Província, afim de evitar uma concentração de terras e poder que acarretaria em uma centralização que não aquela do Triunvirato, único poder central instituído pela vontade do povo e de Força Divina Superior.

Para auxiliar na administração de sua nova província, o Nobre Governador poderá contar com até cinco (5) Vassalos-Administradores em seu território. Esses vassalos-administradores poderão comprar um cargo da lista de cargos e selecionar uma das ruas do território escolhido para ser sua sede de atuação. Para evitar o acúmulo de cargos, este cidadão poderá adquirir até três (3) cargos administrativos, contanto que diferentes entre si e em províncias distintas.

Os títulos de Vassalos-Administradores podem ser escolhidos indiscriminadamente desta lista:

a) Arconte (ou Arcontesa);

b) Senescal;

c) Castelão (ou Castelã);

d) Lorde (ou Lady) Camarista;

e) Margrave;

f) Marechal (ou Marechala);

g) Tribuno (ou Tribuna);

h) Questor (ou Questora);

i) Capelão (ou Capelã);

j)Comissário (ou Comissária).

3 – Da Aquisição. Deveres e Direitos.

Os títulos e propriedades têm valores mínimos definidos, sendo R$ 20 (vinte reais) o mínimo pela posse de Província e título de Nobreza e Governadoria e R$ 2 (dois reais) pelo cargo de vassalagem-administrativa. Lembrando que:

a)     um nobre-governador só tem direito a adquirir uma (1) Província;

b)     uma Província só pode ter um (1) Nobre-Governador;

c)     uma Província pode ter até cinco (5) vassalos-administradores;

d)     um vassalo pode ter até três (3) cargos, desde que em Províncias distintas;

e)     em caso da posse de mais de um cargo, o vassalo deverá ter cargos diferentes um do outro.

f)      não é permitida a revenda ou grilagem das terras da Nova Bulgária. Em caso de desistência ou morte súbita, as terras são confiscadas pela administração do Protetorado.

g)     os valores indicados acima são simbólicos. Aqueles que quiserem colaborar com um valor maior podem fazê-lo, embora lembremos que isso não implicará na compra de mais províncias ou ruas.

Para solicitar os Títulos e Províncias, é preciso selecioná-las das listas disponíveis no site e que serão atualizadas de acordo com sua disponibilidade. O mesmo se dá com os cargos administrativos. O interessado então encaminhará uma Carta de Intenções ao e-mail novabulgaria@gmail.com , contendo:

1-) Nome Completo;

2-) Endereço virtual ou real para contatos;

3-) Em caso de governadoria, indicar a Província e o Título interessados;

4-) Em caso de cargo administrativo, indicar o(s) cargo(s) e a(s) Província(s) de atuação;

5-) Escrever uma carta de intenção de cinco (5) linhas, dizendo porque você postula essa função;

6-) Responda à pergunta: “Qual é a única Festa Literária do mundo conhecido que te dá terras, títulos e poder político e militar?”

Ao ser efetivado, você receberá as instruções de como proceder ao pagamento.

Todos aqueles que adquirirem terras e cargos receberão uma série de itens exclusivos:

a)     Certificado de Cidadania assinado pelo Triunvirato, contendo seu título e cargo;

b)     Carta de doação de Província, atestada e certificada;

c)     Um exclusivo avatar cheio de firulas para você usar no MSN, Facebook, Orkut, Twitter e whatever (sob solicitação);

d)     A cartilha do estatuto do cidadão Neobúlgaro, contendo todos os seus direitos e deveres;

e)     Inclusão de seu nome e títulos honoríficos no site da FreePorto;

f)      Acesso a conteúdo exclusivo da FreePorto;

g)     Direito a assumir uma cadeira no exclusivo e super deluxe SENADO NEOBÚLGARO.

Advertimos que ocupar esses cargos não dá qualquer vantagem ao honorável membro da elite neobúlgara durante a FreePorto, como assentos marcados, passaportes da alegria ou coquetéis grátis.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Ouvidoria do Depto. de Comunicação Verbal e Extra-Sensorial do Governo da Nova Bulgária através do e-mail novabulgaria@gmail.com.

Atestam e dão fé a este documento,

OS AUGUSTOS REGENTES E PROTETORES DO PROTETORADO SOBERANO DA NOVA BULGÁRIA


Nota do Diario de Pernambuco

Publicado no dia 10 de julho de 2010.

Coluna Lançamentos/Livros

Em mais uma amostra da criatividade irônica da FreePorto, a festa criou o Prêmio Nacional Pierre Menard de Cover Literário. Com as inscrições abertas até 15 de outubro, os interessados devem enviar contos e poemas que atendam aos critérios de seleção: “apropriação da dicção literária alheia; total falta de originalidade; total falta de simancol e vergonha na cara”. O regulamento está no endereço: freeporto.wordpress.com

Link original: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/07/10/viver2_0.asp


FreePorto 2010

Texto de Bruno Piffardini

Senhoras e senhores, é com grande satisfação que o Grupo Urros Masculinos, composto pelos escritores Artur Rogério, Bruno Piffardini e Wellington de Melo, solicita a todos que apertem os cintos a mantenham suas poltronas na posição vertical, pois é finalmente anunciada a penúltima edição da FreePorto, o evento mais esperado desde a sua primeira edição! E o que pode ser esperado para essa nova festa literária? Absolutamente TUDO e NADA, ao mesmo tempo! Ou esperar, sim, uma festa violentamente singela.

Desta vez, a FreePorto pretende extrapolar os conceitos de festa, declarando-se um Livro Vivo. Tudo é inesperado, todos serão personagens de uma trama que será tecida a partir de hoje até o encerramento da penúltima parte da FreePorto, ao anoitecer do dia 5 de dezembro. Nada será o que realmente parece. E vice-versa. E este livro será escrito por todos, autores e leitores, sendo que cada linha “escrita” jamais conseguirá antever aquela que se seguirá.

Curiosos? Então confiram agora o que as orelhas desse livro estão autorizadas a contar-lhes!

Chuva e sol, casamento da Raposa com o rouxinol

Essa antiga rima da tradição búlgara dá o tema da FreePorto 2010. Nossa Raposa atingiu a maioridade legal, e está finalmente apta a cumprir todos os rituais que lhe cabem para se tornar uma cidadã de bem: tornar-se responsável perante os olhos da sociedade, contribuir com a Receita Federal, formar uma união estável e procriar.

Por isso, em 2010 será celebrado O casamento da Raposa, ao longo dos dias 3, 4 e 5 de dezembro, no bairro do Recife Antigo. Enquanto o grupo Urros Masculinos entregará a noiva, os padrinhos de casamento serão os homenageados da Festa: as poetas Lucila Nogueira e Silvana Menezes, e o escritor Campos de Carvalho (in memoriam). Eles serão os responsáveis pela palheta de cores que cobrirá o Porto do Recife durante esses três dias: a loucura, asensualidade, o interdito, o absurdo, o surrealismo. E, para abrilhantar ainda mais a cerimônia, ilustres convidados estão sendo aguardados! Alguns deles são Bruna Beber, Marcelino Freire, Mario Prata, Nicolas Behr e Ronaldo Correia de Brito. Mas, claro, isso é só o começo…

Saedinenieto pravi silata

E nós assinamos embaixo do lema da grande nação búlgara: a união faz a força! É por isso que a FreePorto 2010 assume pela primeira vez um caráter internacional, declarando amizade e aproximação com a Bulgária, este incrível e tão obscurecido país do leste europeu. Para comemorar os 1329 anos da formação do Primeiro Império Búlgaro e os 46 anos da publicação de O púcaro búlgaro, do autor mineiro Campos de Carvalho, o Urros Masculinos declara que, a partir do dia 25 de maio, é decretado o Ano da Bulgária no Brasil; e, como presente a essa grande nação membro da ONU, EU, OTAN e FreePorto, a Ilha do Recife , também conhecida como Recife Antigo, será solenemente desapropriada, sendo declarada uma micro-nação independente, afiliada à tradição, ao governo e à constituição búlgara, passando a se chamar Protetorado Soberano da Nova Bulgária.

E o que a gente pode fazer até lá?

Você gosta muito de um escritor? Mas gosta MUITO mesmo? Gosta tanto, mas tanto, se sua adoração obsessiva-compulsiva por ele atinge níveis patológicos? Então a FreePorto dará a você a oportunidade de viver essa experiência única, e não estamos falando de realidade virtual! É o Primeiro Prêmio Pierre Menard de Cover Literário! Basta escrever um texto imitando ao extremo o estilo de seu autor favorito e torcer para ser premiado. É a FreePorto incentivando ao máximo a (falta de) originalidade no campo da literatura! Para saber mais detalhes, acesse o site da FreePorto e leia o regulamento que estará disponível a partir do dia 26 de maio. Participe!

Essa é uma pequena amostra do grande Livro Vivo que será a FreePorto 2010. Relembrando que a festa será nos dias 03, 04 e 05 de dezembro, no Recife Antigo. Ou melhor, no Protetorado Soberano da Nova Bulgária. Venha para o casamento da Raposa e lembre-se: traga seu próprio iogurte!


1º Prêmio Pierre Menard de Cover Literário

Prêmio Nacional Pierre Menard de Cover Literário é uma iniciativa da organização da FreePorto – Festa Literária do Porto de Recife, com o intuito de promover a sublime e controversa arte da mímesis criativa, no sentido mais camaleônico da palavra. O prêmio almeja incentivar entre escritores e aspirantes a produzir textos, em prosa e verso, que sejam totalmente desprovidos de originalidade e inovação formal e estilística.

I. OBJETIVO:

A intenção do prêmio é que os participantes realizem, textualmente, um cover literário de qualquer autor, consagrado ou não, desde que de acordo com o regulamento a seguir. Ao eleger um escritor a ser “homenageado”, o texto deverá ser uma réplica o mais fiel possível do estilo deste autor, anulando por completo a identidade do participante do prêmio em questão.

II. DAS CATEGORIAS:

O Prêmio irá abranger produções nas categorias “Conto” e “Poema”.

III. APRESENTAÇÃO:

3.1. Cada participante poderá concorrer em apenas 1 (uma) categoria por inscrição;

3.2. O material apresentado deverá seguir os seguintes critérios:

· Conto: máximo de 3 (três) laudas, em fonte Times New Roman tamanho 12 (doze), com espaçamento 1,5 (um e meio) entre linhas;

· Poema: máximo de 2 (duas) laudas, em fonte Times New Roman tamanho 12 (doze), com espaçamento 1,5 (um e meio) entre linhas. Em caso de cover concretista, estruturalista, surrealista ou semiótico, as especificações de fonte e espaçamento ficam abolidas, desde que a intenção seja comunicada em anexo, junto aos formulários de inscrição.

3.3. Todas as obras concorrentes deverão conter, a guisa de pseudônimo, diretamente e sem nenhuma originalidade, o nome do autor a ser “homenageado” com um cover: “Machado de Assis”, “Rubem Fonseca” etcétera;

3.4. Fica permitido o cover de autores vivos, desde que estes estejam plenamente cientes da “homenagem”. Nesse caso, é exigido uma autorização, por meio de carta de anuência, que deverá ser postada junto aos dados do participante no ato de inscrição, conforme o art. IV. A comissão organizadora eliminará sumariamente a inscrição de cover de autor vivo não-autorizado;

IV. DAS INSCRIÇÕES:

4.1. As inscrições estarão abertas a partir do dia 26/05 (vinte e seis de maio) e se estenderão até o dia 15/10 (quinze de outubro), sendo considerada a data de postagem nos correios. A comissão organizadora se dá o direito de alterar as datas, caso seja necessário, comprometendo-se a divulgar amplamente quaisquer alterações;

4.2. Está apto a concorrer qualquer ser humano (ou congênere), maior de dezesseis anos, brasileiro, naturalizado ou estrangeiro – desde que residente no Brasil;

4.3. Ficam VETADOS de participar:

· Os membros da comissão organizadora;

· Os membros da comissão julgadora;

· Os membros da produção da FreePorto;

· Parentes consanguíneos ou legalmente adotados de quaisquer pessoas relacionadas nos itens anteriores;

· Búlgaros;

· Raposas e similares.

4.4. Cada participante poderá se inscrever em ambas as categorias, contanto que sejam em inscrições separadas, com pseudônimos diferentes. Contudo, só poderá concorrer em uma delas, tornando-se assim impossível que o mesmo participante tenha material selecionado ao mesmo tempo em ambas as categorias;

4.5. O material deve ser entregue de acordo com as seguintes especificações:

· A obra deve ser apresentada em 4 vias digitadas ou datilografadas, dotadas de folha de rosto contendo nesta o título, a modalidade (conto ou poema), e o pseudônimo SOMENTE. Em um envelope menor, EM BRANCO, deverá constar os dados completos: nome e o endereço completo, CEP, telefone, e-mail, título da obra, pseudônimo utilizado, modalidade a que concorre e assinatura;

· O envelope lacrado com os dados do autor deve ser enviado dentro do envelope maior contendo o material a ser selecionado. Em caso de cover de autor vivo, anexar também uma carta de anuência, devidamente preenchida e assinada;

· Quaisquer inscrições que não atenderem esses requisitos estarão automaticamente desclassificadas, sendo o material rasgado, picotado, incinerado e suas cinzas atiradas no Canal de Boa Viagem (que também não cheira lá muito bem).

4.6. O material deverá ser enviado, ou entregue em mãos, ao seguinte endereço:

1º. Concurso Nacional Pierre Menard de Cover Literário

a/c Artur Lins

Rua Mamanguape, 561, apto. 302, Boa Viagem

Recife-PE

51020-250

4.7. Esse Prêmio NÃO cobra nenhum tipo de taxa de inscrição.

V. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO:

5.1. O intuito do Prêmio Nacional Pierre Menard de Cover Literário é incentivar a produção de textos o menos autorais possíveis. Serão levados em conta os seguintes critérios:

· Adequação aos padrões estéticos e formais de outrem;

· Apropriação da dicção literária alheia;

· Mimetização estilística de quaisquer recursos já existentes;

· Total falta de originalidade;

· Total falta de simancol e vergonha na cara.

5.2. A comissão julgadora será formada por peritos e especialistas na área, constando de escritores, professores e críticos literários, ou seus próprios covers, em número de 4 (quatro) ao todo;

5.3. Casos de autoplágio serão devidamente defenestrados.

5.4. Qualquer vestígio de originalidade autoral implicará na desclassificação do participante, sendo esse também enxotado a pontapés da República de Platão, pelo cover do próprio;

5.5. A identidade dos componentes da comissão julgadora será mantida em sigilo, de acordo com as regras do Sistema de Proteção a Testemunhas;

5.6. A decisão da comissão julgadora é magnânima, irrevogável, inquestionável, incorruptível e irretorquível. A comissão é juiz, júri e carrasco. Quaisquer questionamentos sobre a idoneidade da seleção serão solenemente ignoradas.

VI. DA PREMIAÇÃO:

6.1. Os contemplados serão divulgados entre a segunda e a terceira semanas do mês de novembro, em data a ser divulgada amplamente pela comissão organizadora, através de mail-list e pelo blog da FreePorto (https://freeporto.wordpress.com)

6.2. A solenidade de premiação se dará na abertura da FreePorto, no dia 03/12 (três de dezembro).

6.3. A premiação será:

· Primeiro lugar (ambas as categorias): R$ 200,00 (duzentos reais) e publicação do texto no pasquim da FreePorto, que circulará durante a Festa;

· Segundo lugar: “Manual de redação e estilo” (categoria prosa) / “Dicionários de Rimas da língua portuguesa” (categoria poesia);

· Terceiro lugar (ambas as categorias): fotomontagem fake do contemplado ao lado de Glória Perez, autora de “Caminho das Índias” e similares.

6.4. A comissão organizadora se dá ao direito de alterar a premiação dos segundos colocados, de acordo com a disponibilidade dos títulos acima propostos.

Quaisquer dúvidas em relação ao prêmio poderão ser encaminhadas através do site da FreePorto, ou para o e-mail de seus organizadores.

CONTATO:

freeportofestaliteraria@gmail.com


Do blog de Santiago Nazarian

Link original: http://santiagonazarian.blogspot.com/2009/11/raposas-tropicos-e-psicotropicos-ainda.html

Ainda busco meu lugar ao sol…

Sensacional a FREEporto, uma das festas literárias mais divertidas que já fui (só não coloco como “a mais” porque está pau a pau com a Jornada Literária de Passo Fundo). Foi realmente uma festa, na qual se sentia que a literatura estava por todos os cantos, nas ruas, nos bares, nos bate-papos, numa moçada muito inteligente, interessante, antenada e com grandes idéias.

Criada pelo grupo “Urros Masculinos”, dos jovens escritores do Recife – Artur Rogério, Bruno Piffardini e Wellington de Melo – a idéia era fazer uma festa literária diferente, irreverente, fugindo do formato tradicional de debates sacais. Deu certo; foi um ótimo começo. E apesar da proposta despretenciosa, foi tudo muito bem organizado, profissional, com uma estrutura impressionante. A gente não só ficou num hotelzinho beeeeeeeeem gostoso ao lado da praia, como tinha toda uma equipe sempre cuidando do nosso transporte, das nossas carências… Eles ainda fecharam uma rua inteira para shows, lançamentos (literalmente) de livros e tiveram um público massivo em todo o evento. É para humilhar muito festival tradicional por aí.

A mesa de abertura, em meio a apitos, urros e milhos para as galinhas.

Minha mesa no sábado, apresentada pelo queridíssimo Cristhiano Aguiar.

Um bom exemplo da diferença aliada à consistência foi minha mesa. Apesar de, talvez, ter sido o evento mais tradicional em formato (um debate meu com Cristiano e perguntas do público), foi distribuído ao pessoal um conto inédito meu (“Você é Meu Cristo Redentor”); então mesmo que não conhecia meu trabalho tinha a oportunidade de sair de lá com algo. E foi ótimo ver vários e vários leitores que levaram meus livros para eu autografar.

A platéia malemomente.

Leitores joveníssimos.

Leitores experientes.

É a segunda vez que vou ao Recife (fui à Bienal de 2007) e fortaleceu minha impressão de capital cultural. Fora que sou sempre recebido como um príncipe. Vou voltar.

O mascote da festa era a raposa (que não era eu, ok?)

O monumento: um bloco de gelo.

Paulo Scott lê em praça pública o seu “Senhor Escuridão”: Ai-que-me-do!
Não adiantou nem a capa dura, Marcelino não lançou seu livro muito longe.
Encarnando na Ivana, em Olinda.

Scott e eu no tête-a-tête tropical.
Nadar nessa psicina de noite era como nadar em neon. Tirei a foto para provar que não era efeito de psicotrópicos, não.


A moçada bem que tentou me fazer sambar…

O efeito das capirinhas…
E a labuta. O do Marcelino é menor… porque ele acredita no micro-conto.

Nazarian mastigado

O espaço Corpos Percussivos foi pequeno para receber os fãs do escritor Santiago Nazarian, convidado da primeira FreePorto.

Um bate-papo descontraído com o público, mediado por  Cristhiano Aguiar (Revista Crispim) foi a atração do começo da tarde do sábado na FreePorto. Uma plateia heterogênea, mas com uma predominância de jovens fãs do escritor paulista Santiago Nazarian, ouviu a leitura feita pelo autor de um conto seu inédito (Você é meu Cristo Redentor). Foram distribuídos para os convidados exemplares de um livreto (formato cordel), para que o público pudesse acompanhar a leitura.

A conversa toda foi atualizada ao vivo pelo Twitter (@freeporto) e Nazarian se mostrou muito à vontade com as perguntas do público. “Tem gente que escreve meia dúzia de frases de efeito e acha que já é escritor… e tem muito escritor famoso que não passa disso”, alfinetou o paulista, que mais tarde foi uma presença marcante no Chá Dançante da ABL, que rolou no Francis Drinks. A festa foi o lançamento da antologia “Tudo aqui fora escrito, tudo fora escrito ali”, organizada pelo Urros Masculinos.


Nova(s) maneira(s) de fazer lançamentos

Seja com lançamentos literais (arremessos) seja numa festa nada formal, a FreePorto ensina uma nova forma de viver a literatura

Escritores arremessando livros na rua, performances de uma drag queen e escritores autografando na pista de dança, junto com os leitores. Essas foram cenas vistas pelos que participaram da programação do sábado na FreePorto. A primeira cena foi vista pela tarde, quando escritores participaram do “Lançamento de livros”, junto com uma parafernália técnica que incluía umas dez pessoas, entre apresentador, medidores e juízes, com uma seriedade de fazer inveja ao qualquer comitê olímpico. Um tapete vermelho de cinco metros servia de ‘pista’ para que os escritores lançassem seus livros em plena Rua da Moeda, que contava com um público formado por leitores e escritores para ver o evento.

O vencedor do primeiro lançamento de livros foi Sidney Rocha, que arremessou seu recém ‘lançado’ Matriuska. Como prêmio, ganhou, ao estilo dos jogos de bolinha de gude, todos os livros dos outros concorrentes. O escritor alcançou a marca de 10,89 metros, superando o escritor Biagio, (eStanDoS, 10,67), que ficou em segundo lugar, e Samarone Lima (Viagem ao crepúsculo, 9,9). O regulamento às avessas (trechos do regulamento abaixo), previa que ganharia também o último colocado, que foi Pedro Américo Farias, com 2,70 metros. A escritora Ivana Arruda Leite (SP) também se inscreveu de última hora para lançar o livro, tão encantada que estava com a proposta. Lançaram também, mas sem o sucesso de Sidney, escritores como Marcelino Freire (Rasif), Lucila Nogueira (Casta maladiva), representada por Adélia Coelho, Cida Pedrosa, que arremssou “As filhas de Lilith, além do jovem escritor de Garanhuns Helder Herik (As plantas nascem latindo). “Ano que vem, podem preparar-se, porque os livros lançados levarão a aerodinâmica em consideração na hora do projeto gráfico”, revela Bruno Piffardini, um dos organizadores da FreePorto.

Mais tarde, no Francis Drinks, ao som das pickups do DJ Paulo Floro, aconteceu o lançamento da antologia pernambucana de autores “Tudo aqui fora escrito, tudo fora escrito ali”. A festa chamada “Chá dançante da ABL”, contou com a presença da drag queen Gera Cyber, que realizou uma ‘transformance’ (como a própria caracteriza seu show) e depois disso mediou uma mesa com Johnny Martins e Delmo Montenegro (prefaciadores da antologia) que durou, no máximo, cinco minutos. “Foi uma desculpa para não dizerem que não fizemos uma mesa ‘séria’, como nos lançamentos caretas”, revela Wellington de Melo, um dos organizadores, junto com Artur Rogério e Bruno Piffardini (Urros Masculinos). Depois da mesa, uma festa memorável, cheia de escritores e leitores. Marcaram presença, entre outros, Santiago Nazarian, Paulo Scott, Marcelino Freire, Lucila Nogueira e Cida Pedrosa. Num espaço aparentemente insólito para abrigar um lançamento de livros, jovens escritores autografavam exemplares da antologia que era vendida no local. “Para mim foi marcante, porque mostra que há sim outras maneiras de se vivenciar a literatura e que é preciso dar passos adiante, mantendo o respeito pelo escritor e pelo leitor, mas inovando no que diz respeito à festa”, conclui Melo.


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