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Entrevista com Santiago Nazarian

FreePorto – Na tua opinião, o que não pode faltar numa festa literária?Santiago Nazarian – Leitores. (Ok, parece resposta óbvia, mas há tanta festa por aí que tem tudo – ou não tem nada – menos leitores. Tem aquelas festas fantasmas em que ninguém aparece. E outras em que parece que todo mundo que está lá é escritor que participará de outras mesas em seguida, e jornalista que está cobrindo o evento. O essencial mesmo é encontrar leitores. Nem precisam ser MEUS leitores, mas gente interessada em ler, em debater, em questionar. Ah, se tiver pitéis também tá valendo… Mas acho que pitéis-leitores é pedir demais… Ou não?)

FreePorto –  O que sentes falta nas festas literárias já consagradas pelo Brasil?

Santiago Nazarian – Pitéis… Haha. Além disso, acho que falta maior debate e coerência nas mesas. Geralmente as mesas têm três ou quatro escritores que se apresentam, falam de suas obras, às vezes leem um texto ou outro, mas não discutem um tema em comum, não há troca de opiniões, debate com a plateia. A plateia muitas vezes tem cinco minutos para fazer uma ou duas perguntas, no finalzinho, depois que os escritores já venderam seu peixe e monologaram sobre suas obras. Acho bacana quando há mesas realmente com temas, e que o escritor também possa devolver perguntas ao público.

FreePorto – Quais são tuas expectativas para a FreePorto?

Santiago Nazarian – Eu gosto muito do público de Recife. Já estive numa Bienal e acho o pessoal daí muito especial, interessado e interessante. Pela FreePorto ser algo mais solto, novo, organizado por gente jovem, acho que pode ser ainda mais bacana, com discussões mais atuais e contundentes e um público que está interessado em discutir novos rumos para a literatura.

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Entrevista com Pedro Américo Farias

FREEPORTO – O que pensas da iniciativa da FreePorto?

PAF – Primeiramente, gosto da idéia porque me agrada muito o espírito de paródia que a palavra traz, com um primeiro e forte sentido – o da contraposição; segundamente, porque o elemento free conduz a um outro, também de forte sentido, o da liberalidade, abertura para as várias dicções (em conceito e forma) estéticas.
Quando li no jornal, a primeira sensação que tive posso traduzir nesta expressão : “isso pertence também a mim”.

FREEPORTO – Expectativas para a festa?

PAF – Espero o que sempre esperei dos que se propõem movimentar seja o que for; não espero o novo, espero o melhor que se pode fazer, hoje – o real de cada um, na liberdade da criação. Isso é antigo e sempre bom. Espero a superação do conformismo, do envelhecimento, da canonização. Espero encontrar Nietzsche de mãos dadas com o dadaísmo.

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Entrevista com Marcelino Freire

FREEPORTO – Como você vê uma festa literária como a Freeporto, organizada por jovens escritores?

MF – Rapaz, é tudo o que a literatura precisa. Essa prática, essa oxigenação. Festa, assim, feita na raça, com vontade de transformação, com menos politicagem, com menos gravata, com menos dinheiro e mais vexame. Costumo dizer: enquanto os outros fazem festa com “um milhão”, a gente faz com “humilhação”… É assim que tem de ser. E estou orgulhoso e honrado de participar da primeira FREEPORTO e saravá!

FREEPORTO – Quais são suas expectativas para a festa?

MF – Que Pernambuco aprenda como se faz a verdadeira farra. Vamos à forra, ao combate e ave! Tenho certeza de que a Festa já começa revolucionária – pelo pessoal que vai reunir, gente verdadeiramente ligada à literatura no seu sentido maior. E essa turma que está organizando o evento não está para brincadeira – eles querem e já estão sacudindo a cena pernambucana. E isso é bom para o público, para o leitor, para as letras nacionais etc. e tais. Estou animado! Sucesso e adrenalina garantidos e eta danado!

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Entrevista com Cláudio Willer

FREEPORTO – Como você vê uma festa literária como a FreePorto, organizada por jovens escritores?

CW- Encontros de escritores com o público, festas literárias e festivais de poesia são, comprovadamente, produtivos. Estimulam a leitura. Divulgando autores, divulgam sua criação literária. Favorecem especialmente aos pesquisadores, àqueles interessados em se aprofundar em algum tema ou na obra de alguém. Ensejam o diálogo com o público e entre os autores que participam.

FREEPORTO – Quais são suas expectativas para a festa?

CW – Recife é um pólo cultural. Tem uma tradição literária colossal, o que favorece essas iniciativas. Esta minha quinta visita a essa cidade será tão gratificante como as anteriores – ou mais. Reconhecendo qualidades e impôrtância da FLIP de Paraty, agrada-me, contudo, a FreePorto ser um evento literário que não se realiza sob a tutela do mercado, debaixo das asas de agentes literários, e haver bastante espaço para poetas e para que se possa dizer poesia, literatura oral em sua origem.

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