Arquivo do mês: outubro 2011

FreePorto #8, por Tuca e Anna Andrade

Lembram quando dissemos que todo encontro com a literatura é uma festa? Então, até Tuca, cachorra de Anna Andrade, se soubesse ler, ficaria tocada com a homenagem que sua dona fez.

O significado dessa frase de Clarice, na boca de um cão, é o mesmo? A palavra, aqui, foi tirada de sua zona de conforto? Cães sabem escrever direito o nome de Clarice? Anna Andrade queria tirar uma onda com o Urros Masculinos, mostrando que até uma cachorra pode fazer uma festa literária? Todas perguntas sem resposta. Para o pânico dos puristas e dos produtores culturais, a FreePorto de Tuca:

Tuca ensina como fazer uma festa literária, embora tenha sérios problemas de ortografia.

FreePorto #6, por Niti Mehej

A querida Niti Mehej, paulistana da gema, seja lá o que isso significar, fez a sua FreePorto via Photoshop: Edgar Allan Poe dizendo ‘nunca mais’ às festas literárias.

FreePorto? Nunca mais, nunca mais, nunca mais.


FreePorto #7, por Valmir Jordão

Publicar um poema também pode ser uma FreePorto. Republicar também. A FreePorto de Valmir Jordão foi um poema seu republicado no Facebook. Simples assim.

Do Jordão

( a Tolstoi )

Partícipe da planície aluviônica

ao sul, são limites os Guararapes.

Daí nascendo o aglomerado subnormal.

Ficando a base do extrato social

na condição de lumpezinato.

Jordão, na Palestina originou-se

do Recife, bairro popular tornou-se

com vilas, vales, operários,

biscateiros, feirantes e camelôs.

Ergueu-se tomando identidade

dos proscritos virou realidade,

alimentando a justiça, igrejas e o estado.

Afora o noticiário policial

simbiótico cancro social.

Jordão, onde o Cristo aspergiu

Jordão, da Palestina ao Brasil.

Combates, indigências, homicídios,

tráficos, latrocínios e corrupção.

Jordão, ave rara que das cinzas ressurge.

Jordão – Fênix esperança de fartura e

plenitude.

Por incrível que pereça e mais paradoxal

que seja.

Do lacrimar das viúvas, brotará a primavera.

Do sangue de tuas vítimas, a nova ordem mundial.

Jordão, renascido da lama e do caos.

Jordão, holística nomenclatura de

de um bairro afamado.

Pois o mestre bem disse:

-” Bem aventurados os que têm sede e fome

de justiça, porque serão saciados…”

Valmir Jordão


FreePorto #2, ou FreePorto #1, dependendo do ponto de vista, por Sidney Rocha

Polêmica e cisma: até isso a FreePorto tem direito, como qualquer festa literária que se preze. O escritor Sidney Rocha ‘cismou’ de fazer a primeira FreePorto durante a Bienal do Livro. Eu, que gosto de uma polêmica, fiz, no mesmo dia, às 6h50 da manhã, uma transmissão ao vivo de uma leitura, declarando ser a primeira FreePorto.

Acusações de ‘safado’, ‘calhorda’ e ‘falsário’ vieram à tona. Outras acusações menos verdadeiras também vieram, mas isso não importa. O que importa é: essa foi a primeira FreePorto ou não? Só falo diante de meus advogados.

A verdade é que Sidney Rocha mandou até bordar um “F” na camisa e citou, nominalmente, que seu bate-papo era uma FreePorto, falando da importância simbólica do ato. A história decidirá se foi uma escrotice minha acordar mais cedo naquele dia e fazer uma FreePorto. Juristas freeportianos já dizem que, pelo fato de a FreePorto de Sidney ter sido anunciada primeiro, ela é a primeira. Outros juristas, comprados por mim, dizem que o importante é o ato realizado. Logo, a minha foi a primeira. Com certeza deve haver uma explicação, dentro da filosofia do Direito, para esses dois pontos de vista. Artur Lins e Henrique Carvalho, meus amigos, devem saber melhor disso. Vou comprá-los também para que me defendam. Enquanto issso, fotos da FreePorto de Sidney, A SEGUNDA! AHAHAHAHAHAHA.

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FreePorto #5, com O baile dos seres imaginários

Domingo de manhã: dia de FreePorto.

A mais singela FreePorto até agora, feita pelo Baile dos Seres Imaginários, com a presença da galera das bibliotecas comunitárias do Alto José Bonifácio, Coque e Peró, e uns quantos turistas que apareceram e devem ter perguntado: o que diabos é FreePorto?

Ensaio aberto do grupo, com direito a tocar músicas de novo, pedir desculpas e cantar a estrofe que faltou. Tudo feito na raça, debaixo do sol, com o sol na testa e o sol na ideia. E você que está lendo, por que não fez sua festa literária ainda?

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FreePorto #4, de Luna Freire e Cleyton Cabral

Já começou.

Mundo afora as pessoas estão fazendo suas festas literárias, suas FreePortos, do jeito que acham melhor, com quem quiserem e quando quiserem. Nada contra ganhar seu dinheirinho fazendo eventos e coisa e tal, dando palestras, oficinas e pá. É essencial que isso aconteça! Mas a FreePorto é nossa ilha-playground, é um exercício de liberdade, para a gente lembrar que ainda é possível fazer as coisas pelo amor, pelo encontro. Assim, faz sentido participar de outros eventos e ganhar seu dinheirinho, dando palestra, oficinas e pá. Principalmente e pá.

Abaixo, a FreePorto de número 4, organizada por Luna Freire e Cleyton Cabral, que fez os rótulos de FreePorto para as bebidas. Todo mundo leu um texto, ouvindo Amy Winehouse, no meio da Virada Multicultural do Recife. Tivemos que parar o recital porque começou um frevo no palco da rua da Moeda. Valmir disparou um último haicai e pronto: flash freeporto.

Samuca Santos, antes, autografou seu livrinho. Quase que impugnava a FreePorto, porque ele teve lucro. Mas deixei passar, porque a lua devia estar linda e porque poetas precisam comer também.

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FreePorto #3 | Artur Lins


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