Arquivo do mês: julho 2009

Marcelino Freire e Cláudio Willer confirmam presença

O grupo Urros Masculinos, realizador da FreePorto, garante que a festa ainda reserva muitas surpresas

Dois nomes da literatura nacional confirmam sua presença na FreePorto, Festa Literária do Recife. O escritor Marcelino Freire(Rasif, mar que arrebenta, pela Record) e o poeta e professor Cláudio Willer (Geração Beat, pela LP&M) estarão na noite de abertura da festa, que acontecerá no dia 6 de novembro, no Bairro do Recife Antigo.

FESTA PLUGADA – Para quem quiser manter-se atualizado sobre as informações da FreePorto, basta visitar o site da festa (www.freeporto.wordpress.com) ou seguir já a festa pelo Twitter (@freeporto). “Durante a festa enviaremos atualizações ao vivo pela internet para aqueles que estiverem se preparando para sair de casa”, adianta Wellington de Melo, o geek dos Urros Masculinos.

O pessoal do Urros Masculinos (Artur Rogério, Bruno Piffardini e Wellington de Melo), que mantém segredo quanto ao local exato em que acontecerá a festa, garante que a FreePorto reserva muitas surpresas e que terá uma cara bem diferente do que se entende por ‘festa literária’. “Reconhecendo qualidades e importância da FLIP de Paraty, agrada-me, contudo, a FreePorto ser um evento literário que não se realiza sob a tutela do mercado, debaixo das asas de agentes literários, e haver bastante espaço para poetas e para que se possa dizer poesia, literatura oral em sua origem”, afirma Cláudio Willer, que lançará em Recife, durante o III Colóquio de Estudos Contemporâneos (UFPE) seu novo livro Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e a poesia, pela Civilização Brasileira. Já Marcelino Freire acredita na autenticidade e originalidade da festa: “Tenho certeza de que a Festa já começa revolucionária – pelo pessoal que vai reunir, gente verdadeiramente ligada à literatura no seu sentido maior”, arremata.


Entrevista com Pedro Américo Farias

FREEPORTO – O que pensas da iniciativa da FreePorto?

PAF – Primeiramente, gosto da idéia porque me agrada muito o espírito de paródia que a palavra traz, com um primeiro e forte sentido – o da contraposição; segundamente, porque o elemento free conduz a um outro, também de forte sentido, o da liberalidade, abertura para as várias dicções (em conceito e forma) estéticas.
Quando li no jornal, a primeira sensação que tive posso traduzir nesta expressão : “isso pertence também a mim”.

FREEPORTO – Expectativas para a festa?

PAF – Espero o que sempre esperei dos que se propõem movimentar seja o que for; não espero o novo, espero o melhor que se pode fazer, hoje – o real de cada um, na liberdade da criação. Isso é antigo e sempre bom. Espero a superação do conformismo, do envelhecimento, da canonização. Espero encontrar Nietzsche de mãos dadas com o dadaísmo.

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Entrevista com Marcelino Freire

FREEPORTO – Como você vê uma festa literária como a Freeporto, organizada por jovens escritores?

MF – Rapaz, é tudo o que a literatura precisa. Essa prática, essa oxigenação. Festa, assim, feita na raça, com vontade de transformação, com menos politicagem, com menos gravata, com menos dinheiro e mais vexame. Costumo dizer: enquanto os outros fazem festa com “um milhão”, a gente faz com “humilhação”… É assim que tem de ser. E estou orgulhoso e honrado de participar da primeira FREEPORTO e saravá!

FREEPORTO – Quais são suas expectativas para a festa?

MF – Que Pernambuco aprenda como se faz a verdadeira farra. Vamos à forra, ao combate e ave! Tenho certeza de que a Festa já começa revolucionária – pelo pessoal que vai reunir, gente verdadeiramente ligada à literatura no seu sentido maior. E essa turma que está organizando o evento não está para brincadeira – eles querem e já estão sacudindo a cena pernambucana. E isso é bom para o público, para o leitor, para as letras nacionais etc. e tais. Estou animado! Sucesso e adrenalina garantidos e eta danado!

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Entrevista com Cláudio Willer

FREEPORTO – Como você vê uma festa literária como a FreePorto, organizada por jovens escritores?

CW- Encontros de escritores com o público, festas literárias e festivais de poesia são, comprovadamente, produtivos. Estimulam a leitura. Divulgando autores, divulgam sua criação literária. Favorecem especialmente aos pesquisadores, àqueles interessados em se aprofundar em algum tema ou na obra de alguém. Ensejam o diálogo com o público e entre os autores que participam.

FREEPORTO – Quais são suas expectativas para a festa?

CW – Recife é um pólo cultural. Tem uma tradição literária colossal, o que favorece essas iniciativas. Esta minha quinta visita a essa cidade será tão gratificante como as anteriores – ou mais. Reconhecendo qualidades e impôrtância da FLIP de Paraty, agrada-me, contudo, a FreePorto ser um evento literário que não se realiza sob a tutela do mercado, debaixo das asas de agentes literários, e haver bastante espaço para poetas e para que se possa dizer poesia, literatura oral em sua origem.

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Esquentando o forno

Começaram a ser confirmados os primeiros nomes para a FreePorto. Nas próximas semanas começaremos a divulgar a gente boa que vai estar conosco. Também divulgaremos finalmente a casa que será preparada para receber a festa. Aguardem!


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