O último dia da FreePorto teve uma cara de prosa.
Começou com as leituras do novíssimo, pero no mucho, grupo Autoajudaliterária, formado pelos escritores Gerusa Leal, Lúcia Moura, Cícero Belmar, Fernando Farias e Raimundo de Moraes. Sentados no já famoso sofá da FreePorto eles leram alguns contos inéditos e outros conhecidos, como foi o caso de Fernando Farias, que chegou a tirar lágrimas de uma pessoa da plateia.
Na sequência, Ronaldo Correia de Brito e Cristhiano Aguiar, senadores da Nova Bulgária, leram contos seus. Cristhiano Aguiar na oportunidade lançou seu livro “Os justos”, pela Moinhos de Vento. A tarde continuou com a plateia ouvindo Everardo Norões falar sobre poesia, anões e as coisas mínimas de onde se pode extrair arte. Artur Rogério e Muriel Tavares leram na rua seus textos para um público atento, enquanto no obelisco que fica ao lado de uma certa livraria, Ammar Rodriguéz comandava, diante de olhos desavisados, um recital profano poético ao deus Pintão, que, devido a mudanças logísticas, acabou se transformando no deus Pintinho.
Às 19h, com uma hora de atraso, como é digno de qualquer noiva, ainda mais uma raposa, começou o casamento da Raposa. As três personagens que se apresentaram na sexta-feira, a Vaca, o Abutre e o Palhaço, estão no palco à espera da noiva, que chega de moto com Jorge, o poeta do improviso. João Menelau, Kiko e Zé Manoel interpretam o tema inédito “O Casamento da Raposa na Nova Bulgária”. Um sacerdote sinistro começa a cerimônia. Ao final, diante do sim, uma surpresa: o palhaço, que naquela tarde viera com um véu, revela sua verdadeira face: a morte. Apunhala a raposa, no que é seguido pelo sacerdote, que se revela como Bruno Piffardini. Artur Rogério e Wellington de Melo também dão mais duas estocadas. O corpo inerte da raposa jaz no palco. O palhaço declara ironicamente “Vida longa ao império dos escritores”, e sai do local com o escalpo da raposa. Vulpes mortuum. A raposa está morta.
A plateia, ainda sem entender o que acontecera com a raposa, assistiu ao fenomenal show da banda Sabiá Sensível, que encantou a plateia com sua loucura mezzo tropicalista mezzo qualquer-coisa-tudo-de-bom.
Foi isso, pessoal! A raposa morreu. E agora? Cenas do próximo capítulo…










Boatos da Nova Bulgária